Santo Antônio Maria Claret

Santo do Dia 24 de Outubro

by Cynthia
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Última atualização há 2 anos by Cynthia

Origem e Família

Santo Antônio Maria Claret nasceu no dia 23 de dezembro de 1807 no povoado de Sallent, em Barcelona, na Espanha. Seu nome de nascimento era Antônio Claret y Clara e foi batizado no dia de Natal.

Seus pais Antônio Claret e Josefa Clara tiveram onze filhos sendo que Antônio era o quinto filho.

Sua família era cristã e por isso foi educado no amor e devoção a Jesus Cristo, à Virgem Maria e à Eucaristia.

Seu pai era tecelão e Antônio aprendeu ainda criança a profissão do pai, com quem trabalhou em uma fábrica de tecidos até os vinte e dois anos de idade. Aprendeu também a profissão de tipógrafo, atividade esta que o ajudaria mais tarde em seu trabalho de evangelizar.

O chamado interior para servir a Deus despertou em Antônio já na adolescência, quando entendeu que queria ser um religioso.

Seu desejo de servir a Deus como religioso e seu amor à Virgem Maria o fizeram acrescentar o “Maria” ao seu nome como um testemunho de que à Ela dedicaria sua vida religiosa.

Vida Religiosa

Aos vinte e dois anos de idade decidiu abandonar o emprego na fábrica de tecidos e entrou para o Seminário de Vic, cidade próxima ao povoado onde nasceu. Ele pretendia ser um monge cartuxo porém, no seminário percebeu que sua verdadeira vocação era a de ser um padre missionário.

Em 1835, aos vinte e oito anos de idade, foi ordenado sacerdote e tornou-se pároco em sua cidade natal. Seguiu nesse trabalho por quatro anos quando foi a Roma solicitar o serviço missionário.

Ingressou na entidade religiosa “Propaganda Fides” ou Propagação da Fé e retornou à Espanha para trabalhar como missionário evangelizador, alcançando muitas realizações para a Igreja.

Em 1848, por sua profunda dedicação e realizações no serviço pastoral, foi enviado em missão para as Ilhas Canárias, região que exigia muito esforço no trabalho evengelizador.

Entretanto, o padre Antônio Maria Claret desejava ampliar ainda mais sua obra missionária, levando a caridade e a evangelização a horizontes maiores e assim, em 1849, junto com cinco jovens sacerdotes fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Mria, que mais tarde foi chamada de Congregação dos Padres Claretianos.

No mesmo período porém, a Igreja Católica passava por muitas dificuldades em Cuba e o padre Antônio Maria Claret foi então nomeado Arcebispo de Cuba e enviado para lá, para tentar restabelcer a Igreja.

Apostolado Missionário

Em Cuba enfrentou inúmeras dificuldades para exercer o serviço missionário. As lojas maçônicas faziam violentas oposições aos padres que sofriam, inclusive, atentados contra suas vidas. O próprio Arcebispo escapou mais de uma vez desses atentados.

Mas o Arcebispo seguia firme e determinado em seus propósitos até conseguir, mesmo com todas as adversidades, restabelecer a Igreja e restaurar o seminário em Cuba. Em sua missão no país também auxiliou aos negros e índios escravizados, trabalhando para sua libertação.

Em 1855, ainda em Cuba, fundou auxiliado pela Madre Antônia Paris uma congregação religiosa feminina, a Congregação das Irmãs de Ensino Maria Imaculada, que mais tarde passou a ser chamada de Irmãs Claretianas.

Após restabelecer e fortalecer a Igreja em Cuba, retornou para a Espanha em 1857.

Legado e Morte

Assim que retornou à Espanha foi chamado pela Rainha Isabel II para ser seu confessor, missão que aceitou mesmo contrariado em mais um testemunho de servir a Deus.

Nesse período escreveu muitas obras com inúmeros sermões religiosos, deixando um importante legado literário.

Quando a Rainha foi exilada na França, em 1868, o padre Antônio Maria a acompanhou e no país ainda encontrou disposição para fundar uma academia para artistas.

O padre Antônio Maria Claret morreu na França, no dia 24 de outubro de 1870, aos sessenta e três anos de idade.

Tornou-se Santo Antônio Maria Claret ao ser beatificado pelo Papa Pio XI, em 25 de fevereiro de 1934 e canonizado pelo Papa Pio XII, em 07 de maio de 1950.

Oração

“Deus, nosso Pai, Santo Antônio Maria Claret foi inflamado pelo fogo do Vosso Espírito Santo.

À todos procurou levar a mensagem do Reino segundo as exigências de seu tempo.

Senhor, saibamos nós também responder aos desafios de nosso tempo, extraindo do Evangelho a inspiração para o nosso agir e pensar.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém!”

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