As Religiões e seus Preceitos Principais

Todas as Religiões nos conduzem a Deus

by Cynthia
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Última atualização há 2 anos by Cynthia

Reflexão Inicial

Religião, como foi dito em texto anterior é a re-ligação com o Divino, com o Superior, com Deus.

Em sua essência está o sentimento de pertencimento, o sentimento de que não estamos sozinhos no mundo e de que há algo maior e superior a nos conduzir na vida.

A Religião nos desperta um sentimento de fé e esperança de que somos e seremos amparados em nossa vida e em nossas lutas diárias para conquistar nossos ideais e sonhos.

Esse sentimento de fé e esperança está justamente no acreditar que algo maior e acima de nós nos ajuda e nos dá força, proteção e sustentação.

Seja qual for a crença ou religião que professamos, o mais importante é a força interior que nos proporcionam para vivermos.

Este texto é apenas para falar resumidamente sobre os preceitos básicos de algumas religiões, com o objetivo de auxiliar nosso conhecimento e entendimento sobre elas.

O Catolicismo

O Catolicismo tem sua crença em um Deus único e Onipotente, subsistente na Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

A Doutrina crê em Jesus Cristo como sendo o Filho de Deus que viveu na Terra para nos ensinar o caminho para uma vida melhor e mais feliz. A partir de Sua existência e após Sua morte deu-se origem ao Cristianismo, que fundamenta o Catolicismo.

A Doutrina Católica venera à Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo e aos Santos, por seus testemunhos de fé, devoção, amor, caridade, bondade e humildade e muitas vezes, entregando a própria vida em nome da fé em Jesus Cristo.

O Catolicismo crê na vida após a morte e que ao morrermos somos conduzidos ao Céu, ao Purgatório ou ao Inferno, conforme nossa conduta durante nossa vida.

O Purgatório é um estágio intermediário para onde somos conduzidos após a morte e onde permanecemos até nos redimirmos de nossos pecados. Por isso a crença na salvação eterna, pois ao nos arrependermos de nossos pecados somos conduzidos ao Céu para estarmos ao lado de Deus.

Aa almas que não se arrependem de seus pecados são conduzidas ao Inferno.

O Catolicismo estabelece a prática de sete sacramentos: o Batismo, a Crisma (a confirmação), a Eucaristia (a comunhão com Cristo), a Confissão (dos pecados), a Ordem (ordenação dos sacerdotes), o Matrimônio e a Extrema-unção.

Destes sete sacramentos a Eucaristia possui especial significado pois é a comunhão com Cristo, tendo representado seu corpo e sangue na hóstia e no vinho. Esse momento da comunhão com Cristo é praticado durante as missas.

As missas são os cultos principais da Igreja Católica, momento de união e reunião dos fiéis para ouvir a Palavra de Deus, através da leitura de trechos da Bíblia e também para orar e dar graças, para comungar com Cristo e receber as bençãos sacerdotais.

A Religião Católica se divide em duas vertentes, a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa.

A Igreja Católica Romana tem o Papa como seu chefe supremo e venera imagens de santos. É constituída pelos diáconos, padres, bispos, arcebispos e cardeais.

A Igreja Católica Ortodoxa tem cada uma seu chefe, na figura de seu Bispo, ou seja, cada sede da igreja tem seu próprio bispo como chefe maior. E não venera imagens de santos e sim quadros ou pinturas.

A Igreja Católica Ortodoxa não crê na existência do Purgatório. Para essa vertente existem apenas o Céu e o Inferno.

O Catolicismo é uma das religiões mais praticadas no mundo e está presente nos cinco continentes.

O Budismo

O Budismo surgiu na Índia e originou-se através do príncipe Sidarta Gautama, que viveu na Terra cerca de 620 anos antes de Jesus.

Sidarta Gautama nasceu príncipe, entretanto, o impacto da realidade de sofrimentos à sua volta o levou a retirar-se do convívio social e a isolar-se em profunda meditação para entender as origens e as razões do sofrimento.

Após anos de reclusão e meditação, Sidarta Gautama inspirado e iluminado pelas visões e entendimento sobre as misérias do mundo, suas origens e consequências e o caminho para superar os sofrimentos, tornou-se o Buda e fundou sua doutrina, o Budismo, passando a pregá-la.

A doutrina budista é uma religião mas é também uma filosofia de vida, baseada na busca de superar os sofrimentos através do desapego aos bens materiais e aos vícios e más condutas.

O Budismo baseia-se na lei de causa e efeito, ou do Carma, no qual a origem de nossos sofrimentos está em nossas condutas e comportamentos desregrados. Isso significa que nossas mazelas são consequências de nossas próprias escolhas e atitudes na vida, quando desviadas do caminho do bem.

O Carma baseia-se então na maneira como nos comportamos em relação a nós mesmos e em relação aos outros, ou seja, conforme respeitamos e praticamos o bem ou desrespeitamos e praticamos o mal, nosso carma positivo ou negativo. Será de felicidades ou sofrimentos.

A doutrina budista ensina a origem do sofrimento mas ensina também a maneira de superá-lo através de mudanças em nosso comportamento.

A doutrina baseia-se em cinco preceitos principais para nossa conduta e superação dos sofrimentos:

  • Não matar (entende-se também por não cometer nenhum tipo de violência contra todos os seres vivos)
  • Não roubar (é considerado desvio de conduta inclusive, tomar algo emprestado e não devover)
  • Não mentir (ser falso, enganar, é falta muito grave pois desrespeita a confiança do outro)
  • Não ter má conduta sexual (não cometer abusos, desrespeitos e promiscuidades)
  • Não se entorpecer com álcool e drogas (pelos danos mentais e físicos que podem causar e porque podem ocasionar os preceitos anteriores)

A doutrina pratica a meditação para buscar o autoconhecimento e o equilíbrio.

O Budismo acredita no processo de reencarnação, no qual nós vamos nascendo e renascendo após a morte e assim evoluindo através das mudanças em nossas condutas morais e comportamentais, a fim de alcançarmos o Nirvana ou a Iluminação Espiritual e consequente felicidade plena.

Os “sacerdotes” do Budismo são chamados monges ou monjas, pois também as mulheres podem ser as chefes ou dirigentes das comunidades.

O Budismo é uma das religiões mais praticadas no mundo, principalmente em países orientais.

O Protestantismo

O Protestantismo é um movimento cristão que surgiu a partir da Reforma Protestante, na Europa, no século XVI.

Esse movimento surgiu devido à insatisfação dos cristãos frente à algumas práticas da igreja católica, como o culto à imagens de santos, às missas praticadas em latim, o celibato dos sacerdotes e outras mais.

Seu fundador foi Martinho Lutero, um monge alemão, que desejava promover reformas dentro da doutrina católica em relação à essas práticas. Ele questionava principalmente a venda de indulgências, ou seja, o perdão dos pecados através de doações em dinheiro para a igreja.

Martinho Lutero considerava que para o perdão dos pecados não haveria a necessidade de “intermediários” e sim que seria através da fé que as pessoas seriam perdoadas. Para ele, seria através da leitura da Bíblia que as pessoas estariam em contato com Deus e Sua Palavra, para serem salvas.

A partir disso, acabou por surgir uma nova vertente dentro do Cristianismo, o chamado Protestantismo.

O Protestantismo é subdivido em ramos, que são as igrejas luteranas, presbiterianas, batistas, calvinistas e metodistas. No século XX surgiram as igrejas pentecostais e as igrejas neopentecostais.

O Protestantismo no Brasil ficou conhecido como movimento evangélico ou como Igrejas Evangélicas.

A religião Evangélica tem como preceitos principais a não existência de intermediários, ou seja, de padres, bispos, para o contato com Deus e que é através da leitura da Bíblia e seguindo seus escritos, que esse contato acontece, assim como a salvação.

A Igreja Evangélica crê na ressurreição de Cristo e na necessidade da conversão religiosa, seguindo os ensinamentos bíblicos.

Na religião Evangélica pratica-se somente o Batismo e a Eucaristia.

Os evangélicos não veneram imagens de santos.

A Igreja Evangélica não reconhece o Papa como chefe supremo. Os chefes de suas igrejas são os pastores ou pastoras, pois as mulheres também podem exercer essa função e não há a exigência do celibato, ou seja, os pastores e pastoras podem se casar e ter filhos.

A Igreja Evangélica no Brasil é a segunda maior em número de praticantes, ficando atrás da Igreja Católica. O país com maior número de praticantes são os Estados Unidos.

O Judaísmo

O Judaísmo pode ser definido como uma religião e como uma filosofia de vida. É a religião do povo judeu e a mais antiga religião monoteísta, que crê na existência de um Deus único, da história da humanidade.

O Judaísmo foi criado a partir da aliança do povo hebraico com Deus, que os escolheu para alcançarem a Terra Prometida.

A doutrina judaica e o povo judeu nasceram e foram se formando a partir da descendência de Abraão, quando este foi enviado por Deus para ir em busca da Terra Prometida.

Resumidamente, Abraão foi o pai de Isaac, que foi o pai de Jacó. Jacó teve doze filhos, chamados de tribos de Israel, dentre eles um chamado Judá. A origem do povo judeu seria a partir da descendência de Judá, daí o nome judeu.

O Judaísmo se baseia na crença em Deus como o Criador do Universo e em Suas Leis, que foram transmitidas a Moisés, um dos descendentes de Abraão.

As Leis de Deus e Seus Mandamentos constam da Torá, o livro sagrado dos judeus e que foi revelado pelo próprio Deus a Moisés. A crença judaica se baseia no respeito e no cumprimento dessas leis e dos mandamentos.

O livro sagrado dos judeus, a Torá, contém o correspondente ao Pentateuco ou cinco primeiros livros da Biblia Sagrada dos católicos: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

O Judaísmo não é pregado como uma religião, é mais uma filosofia vivenciada pelos judeus através da leitura dos livros sagrados e da prática das leis e mandamentos.

Os principais preceitos ou práticas judaicas são:

  • A circuncisão, realizada nos meninos após oito dias de nascimento, cujo significado é o da aliança entre Deus e Abraão e seus descendentes.
  • O Bar Mitzvah, para os meninos, e Bat Mitzvah, para as meninas, que representa a passagem para a vida adulta
  • O casamento
  • O luto

Os cultos são realizados nas sinagogas e seus líderes são chamados rabinos. Os judeus não praticam a veneração à imagens.

Os judeus consideram o sábado um dia sagrado, dedicado às orações e ao descanso.

Dentre suas principais festas estão:

  • A Páscoa ou Pessach, quando comemoram a libertação do povo judeu de sua escravidão no Egito
  • O Ano Novo ou Rosh Hashaná, cuja data de comemoração acompanha o calendário solar
  • O Dia do Perdão ou Yom Kipur, quando os judens conseguem o perdão para seus pecados no ano anterior

O Judaísmo não estabelece um conceito definitivo sobre a vida após a morte. Alguns judeus acreditam que há vida após a morte, alguns acreditam na reencarnação e alguns judeus acreditam que a vida se finda após a morte.

O Espiritismo

O Espiritismo é a religião ditada pelos Espíritos.

Diz-se ser a religião ditada pelos Espíritos porque surgiu a partir de manifestações do mundo espiritual ou dos Espíritos, comprovando a continuidade da vida após a morte no corpo físico.

Os Espíritos são nada mais nada menos que pessoas que viveram na Terra e que continuam vivas após a morte, apenas não mais em um corpo físico ou carnal. A morte portanto, para os praticantes da doutrina, não existe. Existe apenas a morte do corpo de carne, a alma ou espírito continua viva.

O Espiritismo se iniciou efetivamente na França, no século XIX. A Doutrina Espírita foi codificada por Allan Kardec que, após inúmeros estudos, pesquisas e experiências através de pessoas que conseguiam se comunicar com os Espíritos, publicou o Livro dos Espíritos, no dia 18 de abril de 1857.

O Livro dos Espíritos nos traz o resultado das pesquisas e estudos, apresentando as respostas dos Espíritos às indagações de Allan Kardec sobre suas existências e sobre suas manifestações.

O Espiritismo é considerado uma Religião, mas também uma Filosofia e uma Ciência.

O Espiritismo é uma Religião porque, a partir da comunicação dos Espíritos, somos chamados a nos ligarmos ou religarmos a Deus, através dos Ensinamentos de Jesus.

Os Espíritos se manifestaram aos homens e mulheres encarnados para nos relembrar a existência de Jesus e Seus Ensinamentos.

A Doutrina Espírita se baseia na crença, no respeito e na prática dos Ensinamentos de Jesus.

E é nesse conceito que o Espiritismo é também uma Filosofia, porque nos indica uma conduta na vida, seguindo os Ensinamentos de Jesus na prática e vivência do amor, da caridade e do perdão.

A Doutrina Espírita se baseia na Lei de Causa e Efeito, segundo a qual conforme nossas escolhas e condutas na vida, sofremos as consequências para o bem ou para o mal. E essas escolhas e condutas ocorrem tanto na vida atual como em vidas anteriores.

O Espiritismo acredita na continuidade da vida após a morte e na reencarnação, processo através do qual temos a oportunidade de nos redimirmos de erros e faltas cometidas em vidas anteriores. Para o espírita, em nossa vida atual sofremos a consequência de atos cometidos em vidas anteriores mas, podemos e mesmo devemos nos redimir de faltas e erros cometidos.

O Espiritismo, portanto, se baseia no processo de reencarnação para que o homem corrija erros e abusos do passado e isso ocorre através do conceito de Autoconhecimento e Reforma Íntima. A Doutrina se fundamenta nesses conceitos.

O Espiritismo prega o Autoconhecimento para reconhecermos nossas falhas e a Reforma íntima para buscarmos, a cada dia, sermos pessoas melhores praticando a paciência, a tolerãncia, o respeito e amor ao próximo, a caridade e o perdão. Seguindo e praticando, dessa forma, os Ensinamentos de Jesus.

A Doutrina crê que, através dessa prática as pessoas evoluem moralmente e espiritualmente, caminhando ao encontro de Jesus e de Deus, para uma vida melhor e mais feliz, tanto enquanto encarnados e principalmente após a morte ou desencarne.

Ao alcançar a Reforma Íntima, se tornado uma pessoa melhor e vivenciando os exemplos e Ensinamentos de Jesus, a pessoa, ao desencarnar, é conduzida para mundos melhores e mais felizes, em paz com sua consciência.

O Espiritismo é considerado também uma Ciência devido às experiências e experimentos comprovando a existência dos Espíritos. Existem muitos artigos científicos publicados.

O Espiritismo nos foi apresentado pelos Espíritos para lembrar aos homens os Ensinamentos de Jesus e também o caminho da evolução e da felicidade através da vivência desses Ensinamentos e da prática da Reforma Íntima.

No Espiritismo não há “chefes” e sim dirigentes das Casa Espíritas, para onde as pessoas se dirigem para estudar a doutrina e para tomar “passes”, que são transmissões magnéticas para o equilíbrio mental, emocional e físico.

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